Guia prático para estruturar o site de um escritório de advocacia, cobrindo conformidade (avisos, privacidade, acessibilidade) e táticas simples de captação de clientes.

Um site de escritório de advocacia não é um folheto — é uma ferramenta de decisão. Antes de se preocupar com design, páginas ou SEO, deixe claro qual é a principal função do site. A maioria dos escritórios busca um (ou mais) destes resultados: ligações telefônicas, envios de formulário de contato e consultas agendadas. Se o site não consegue produzir essas ações de forma confiável, o restante é enfeite.
Escolha uma conversão “estrela norte” e torne-a óbvia em todo o site.
Por exemplo:
Essa decisão afeta desde o layout da página inicial até o que você rastreia nas análises. Se você dividir a atenção entre muitas ações, normalmente dilui os resultados.
A maioria dos escritórios não atende “todo mundo”. Seu conteúdo e chamadas para ação devem corresponder:
Uma forma simples: defina seus 2–3 principais serviços geradores de receita e as áreas de atuação centrais. Depois, faça o site confirmar repetidamente: “Sim, tratamos do seu tipo de problema, aqui.”
“Mais leads” não é mensurável. Defina metas que reflitam consultas reais e casos reais.
Exemplos:
A qualificação evita perda de tempo e ajuda a avaliar o marketing de forma justa. Defina por escrito e compartilhe com quem atende o telefone.
Regras típicas de qualificação incluem:
Com isso definido, você pode alinhar a mensagem do site e as perguntas de intake para filtrar incompatibilidades — sem soar indelicado. As próximas seções aproveitam essas decisões para modelar o mapa do site, a estrutura das páginas e o fluxo de captação.
Um mapa de site claro ajuda potenciais clientes a se identificarem com o problema, confirmar que você o atende e encontrar um caminho rápido para contato. Também organiza conteúdo para buscadores e para futuras atualizações.
A maioria dos escritórios pode começar com um conjunto simples de páginas e expandir à medida que o conteúdo cresce:
Use páginas separadas quando uma área de atuação tiver perguntas de cliente distintas, fatores de elegibilidade, prazos, honorários ou intenção de busca local (ex.: “Defesa por DUI”, “Acusações de crime”, “Expurgo de antecedentes”). Páginas individuais permitem adaptar a mensagem e as chamadas à ação.
Use uma página combinada quando os serviços são próximos e de baixo volume, ou quando você está lançando e quer validar a demanda antes de escrever várias páginas. Um bom compromisso é um forte hub de Áreas de Atuação com resumos curtos que linkam para páginas mais profundas conforme você for criando conteúdo.
Mantenha a navegação de topo limitada (frequentemente 5–7 itens) com rótulos simples: “Áreas de Atuação”, “Advogados”, “Resultados”, “Avaliações”, “Recursos”, “Contato.” Faça do Contato um botão persistente e garanta que menus móveis sejam igualmente claros.
O rodapé deve funcionar como uma segunda barra de navegação e painel de confiança: endereço, telefone, e-mail, horário e links rápidos para páginas-chave (incluindo /contact e sua principal página de Áreas de Atuação).
A homepage tem uma missão: ajudar uma pessoa estressada e atarefada a decidir rapidamente: “Sim — este escritório trata do meu problema, na minha área, e consigo contatá‑lo agora.” As homepages com melhor desempenho são claras, específicas e orientadas para ação.
Comece com uma manchete que diga quem você ajuda, com o que ajuda e onde. Evite afirmações vagas como “representação experiente.” Adicione uma linha de apoio curta em linguagem simples.
Coloque a opção de contato primária acima da dobra:
Se listar horários, mantenha-os precisos. Se não atender 24/7, não dê essa impressão.
Pessoas buscam provas antes de entrar em contato. Inclua sinais de confiança perto do hero ou logo abaixo:
Adicione um ou dois testemunhos curtos quando permitido em sua jurisdição e linke para uma página com mais avaliações — sem deixar as avaliações dominarem a página.
Use cartões para seus serviços principais com resumos de uma frase escritos para não‑advogados. Cada cartão deve linkar para a página da prática correspondente. Priorize as 4–6 áreas que você mais busca.
Repita o CTA primário após seções importantes (hero, tiles de atuação, testemunhos). Use um CTA secundário para ações de menor compromisso, como “Ver honorários” (se aplicável) ou “Saiba o que esperar”, para que visitantes construam confiança antes de contatar você.
Páginas de prática são onde a maioria dos potenciais clientes decide se vai contatar você — ou continuar procurando. As páginas com melhor desempenho não parecem um estatuto. Respondem perguntas reais rapidamente, definem expectativas e tornam o próximo passo óbvio.
1) Para quem é (e para quem não é)
Comece com um resumo em linguagem simples do problema que você resolve e das pessoas que normalmente ajuda. Isso ajuda visitantes a se autoqualificarem rapidamente.
2) Perguntas comuns (em termos humanos)
Use cabeçalhos que espelhem o que clientes digitam e perguntam:
Evite jargão jurídico denso. Se precisar usar um termo legal, defina em uma frase.
3) Seu processo (o que acontece a seguir)
Descreva etapas do primeiro contato até a resolução. Seja concreto: consulta, análise de documentos, petição/negociação, marcos típicos e como você se comunica. Isso reduz ansiedade e aumenta conversões.
4) Nota sobre honorários (sem prometer demais)
Você não precisa de uma tabela completa, mas deve definir expectativas. Exemplos: “pode haver taxa fixa”, “pode haver honorários de êxito”, ou “discutiremos honorários após analisar os fatos.” Se sua jurisdição exigir, complemente isso com os avisos apropriados (veja a seção de conformidade).
5) Próximos passos (tornar o contato simples)
Termine com uma ação clara: ligar, solicitar consulta ou enviar mensagem.
Use parágrafos curtos, subtítulos descritivos e listas com moderação para detalhes-chave. Visitantes costumam escanear — especialmente em mobile — então responda primeiro, adicione contexto depois.
Adicione alguns links internos relevantes para manter as pessoas navegando:
Isso melhora navegação e SEO jurídico sem encher de palavras‑chave.
Não faça o visitante procurar. Inclua um bloco de contato consistente na barra lateral ou perto do fim:
Se alguém cair diretamente em uma página de prática via Google, deve conseguir contatar você em menos de 10 segundos.
Bios de advogados costumam ser as páginas mais lidas. Visitantes querem confirmação rápida de que estão falando com a pessoa certa, no lugar certo, para o tipo certo de assunto — sem sentir que estão sendo vendidos.
Uma boa bio responde “você pode me ajudar?” em linguagem simples e formato escaneável:
Use fotos com aparência homogênea do escritório, não misture estilos. Busque iluminação, fundo, enquadramento e traje consistentes. Prefira expressões profissionais e acessíveis — contato visual direto, postura natural, sem filtros pesados.
Se possível, adicione uma segunda foto “no escritório” para advogados seniores na página Sobre, para humanizar o escritório.
Explique o que cada função significa para a experiência do cliente. Por exemplo: sócios supervisionam estratégia; associados podem cuidar de pesquisa, redação e audiências; paralegais apoiam preparação de documentos e coordenação.
Evite insinuar que alguém faz tarefas fora de sua função ou licença, e mantenha títulos precisos.
Cada bio deve ter um próximo passo simples: telefone direto, e‑mail e (se houver) link para agendamento. Mantenha o CTA consistente entre bios e direcione as mensagens ao processo de intake para que nada seja perdido.
Um site de escritório é marketing, e marketing para advogados é regulado. O objetivo não é transformar o site em letra miúda — é reduzir risco mantendo a mensagem clara e persuasiva.
Comece identificando quais regras de publicidade se aplicam (frequentemente onde os advogados estão inscritos e onde você anuncia). Algumas regras tratam de alegações enganosas, divulgações obrigatórias, registro de publicações ou uso de linguagem como “especialista”.
Crie um fluxo simples de aprovação:
Guarde versões e datas das páginas-chave (home, páginas de prática, anúncios, formulários). Se um regulador solicitar, você poderá demonstrar o que foi publicado e quando.
A maioria dos escritórios se beneficia de alguns avisos padrão, colocados onde as pessoas agem — não apenas no rodapé:
Locais comuns: página de contato, mensagem de confirmação do formulário, introdução do chat e link no rodapé para uma página dedicada “Aviso Legal”.
Testemunhos e resultados podem ser poderosos, mas também são fonte comum de problemas de conformidade. Quando aplicável, inclua:
Pessoas costumam presumir que mensagens no site são privadas. Deixe explícito que:
Isso pode constar numa linha acima do botão “Enviar”, na primeira mensagem automática do chat e com link para /privacy-policy.
Um site de advocacia é frequentemente o primeiro lugar onde um potencial cliente compartilha informações sensíveis. Divulgação clara de privacidade e controles básicos de segurança protegem visitantes, reduzem risco e ajudam a alinhar às expectativas éticas.
Sua política de privacidade deve ser fácil de encontrar (link no rodapé em todas as páginas) e escrita em linguagem clara. No mínimo, cubra:
Se oferecer downloads ou inscrições, descreva que tipo de mensagens de seguimento esperar e como cancelar a inscrição.
Seja transparente sobre quais ferramentas de rastreamento rodam (analytics, rastreamento de chamadas, pixels de anúncios, widgets de chat) e o que fazem. Dependendo de onde você anuncia e de onde vêm os visitantes, pode ser necessário um banner de cookies que permita aceitar, rejeitar ou customizar cookies não essenciais.
Ofereça caminhos práticos de opt‑out, como:
Segurança mínima, porém importante:
Se seus formulários solicitarem informação altamente sensível, adicione uma nota lembrando visitantes de não incluírem detalhes desnecessários até que haja vínculo advogado‑cliente.
Se atender clientes em várias jurisdições, inclua um aviso de alto nível de que direitos de privacidade podem variar por local (ex.: acesso/exclusão, “Do Not Sell/Share” sob CCPA/CPRA, requisitos de consentimento sob GDPR/UK GDPR). Quando em dúvida, alinhe sua política e configuração de cookies ao regime mais estrito provável e confirme detalhes com assessoria jurídica local.
Acessibilidade significa tornar seu site utilizável por todos — clientes com baixa visão, limitações motoras, diferenças cognitivas ou que dependem de leitores de tela. Também reduz risco comercial: reclamações e notificações sobre acessibilidade frequentemente miram sites de serviços profissionais, e corrigir problemas depois costuma ser mais caro do que construir com acessibilidade desde o início.
Se oferecer pacotes de intake, folhetos ou PDFs de resultados, garanta acessibilidade (títulos marcados, texto selecionável, ordem de leitura correta). Quando não for possível, ofereça uma alternativa em HTML na página e um modo claro de solicitar ajuda via /contact.
Objetivo: melhorias alinhadas ao WCAG ao longo do tempo — pequenas correções somam uma experiência muito melhor.
Visibilidade em busca depende sobretudo de clareza: facilitar para motores e pessoas entenderem quem você é, onde atua e o que faz.
Comece com consistência NAP — Nome do escritório, Endereço e Telefone devem coincidir onde quer que apareçam (rodapé, página de Contato, Perfil do Google Meu Negócio, diretórios). Pequenas diferenças ("R." vs "Rua") podem enfraquecer sinais.
No site, inclua:
Cada página principal deve ter um único:
Use links internos para guiar visitantes: páginas de prática devem linkar para FAQs relevantes, bios de advogados e /contact. Isso também ajuda motores a entender a estrutura do site.
Gere confiança com material educativo que responda dúvidas comuns:
Adicione um lembrete de que o conteúdo é informação geral e não aconselhamento jurídico, com link para sua página de aviso (/disclaimer).
Coloque links para avaliação onde clientes os vejam:
Sua configuração de captação deve facilitar que um potencial cliente entre em contato da maneira que preferir — sem criar mais trabalho do que sua equipe consegue atender. Um caminho rápido e claro reduz abandonos (e o problema “troquei três escritórios e escolhi o primeiro que atendeu”).
Aponte 2–3 opções principais, colocadas em destaque na home e em cada página de prática:
Se não consegue responder rápido a chat, não ofereça. Um formulário bem desenhado com prazo de resposta claro costuma performar melhor que um widget ignorado.
Formulários curtos convertem mais. Pergunte apenas o necessário para direcionar o contato:
Cuidado com informações de conflito. Se precisar de nomes de partes adversas para checagem, solicite com uma nota curta: “Forneça nomes de outras partes envolvidas para verificarmos conflitos.” Evite pedir narrativas longas ou uploads no primeiro contato.
Informe:
Inclua também uma nota breve de que enviar formulário não cria vínculo advogado‑cliente.
Use proteções em camadas:
Um site não “gera clientes” sozinho — seu fluxo de intake faz isso. O objetivo é simples: capturar os dados certos, responder rápido e levar leads qualificados à consulta sem criar risco (ou expectativas irreais).
Configure formulários e atendimento para que as consultas cheguem à pessoa certa rapidamente.
Mantenha o formulário curto o suficiente para concluir no celular. Se um detalhe puder ser coletado depois, não impeça o envio.
A mensagem de confirmação e o e‑mail automático devem:
Isso protege ambos os lados e reduz a chance de alguém interpretar silêncio como “conselho jurídico”.
Envie apenas o que a equipe precisa para responder:
Armazene consultas no CRM/sistema de casos com acesso por função e limite notificações por e‑mail para evitar dados sensíveis em caixas de entrada. Se integrar formulários → CRM, confirme quem tem acesso e por quanto tempo os dados ficam retidos.
Use uma lista consistente para evitar tempo perdido:
Cadência prática: responder em minutos durante expediente, tentar 2–3 contatos nas primeiras 48 horas, depois 1–2 tentativas adicionais na semana seguinte (telefone + e‑mail/SMS onde permitido). Feche o ciclo com uma mensagem final educada para que leads não fiquem pendentes.
Um site de escritório não está “pronto” ao lançar. Medição contínua mostra se o site traz consultas, e manutenção mantém velocidade, segurança e acuidade — especialmente importante quando pessoas dependem do seu conteúdo antes de contatar.
Comece com uma lista curta de resultados que dá para contar e melhorar:
Considere métricas como pageviews, tempo no site e compartilhamentos como indicadores de suporte. Seu relatório deve responder: quais páginas e fontes de tráfego geram inquéritos qualificados?
Use uma ferramenta de analytics com suporte a eventos (GA4, Matomo ou similar) e configure eventos de conversão claros: call_click, form_submit, booking_complete, chat_lead. Se sua ferramenta de agendamento redireciona para fora, confirme rastreamento cross‑domain para não perder conversões.
Aplique configurações favoráveis à privacidade: anonimização de IP (quando disponível), retenção curta de dados e limitar coleta a nível de usuário. Se usar cookies/pixels, alinhe o comportamento do analytics com sua abordagem de consentimento e link para /privacy-policy.
Rastreamento de chamadas mostra quais canais geram ligações, mas pode trazer questões de conformidade e expectativa do cliente. Se gravações ocorrerem, divulgue onde exigido e garanta armazenamento seguro dos dados. Use swap de números com cautela para que o número principal continue visível para citações e documente o uso dos números tracking.
Planeje uma rotina simples:
Uma pequena rotina de manutenção evita os maiores assassinos de leads: formulários quebrados, conteúdo desatualizado e incidentes de segurança evitáveis.
A maior parte dos ganhos vem de pequenas melhorias constantes: ajustar cópia de páginas de prática, simplificar formulários, mudar CTAs e testar fluxos de intake. Se a equipe quer velocidade sem ciclos longos de desenvolvimento, uma plataforma de prototipagem via chat (por exemplo, Koder.ai) pode ajudar a testar e publicar mudanças — depois use snapshots e rollback para reduzir risco de quebrar a captação durante atualizações. Para escritórios que precisam de controle extra, a exportação do código facilita a transferência para TI interno ou agência externa quando necessário.